segunda-feira, 27 de maio de 2013

CRIANÇA QUE CHORA DEMAIS

Por volta de um ano de idade, algumas crianças descobrem que o choro pode ser a melhor forma de conseguir o que quer. Isso é normal, pois antes de aprender as primeiras palavras, esta era a forma pelo qual se comunicava, seja quando estava com frio, com fome, com as fraldas sujas, com calor, com sede, enfim por motivos que a incomodavam.
É interessante que à medida que cresce e vai adquirindo as primeiras palavras, a criança seja valorizada por essa aprendizagem, bem como estimulada a se comunicar através da fala, substituindo o choro.
Existem casos de crianças que não conseguem desenvolver a fala porque as pessoas de sua família identificam suas vontades antes mesmo dela se manifestar. Se a crianças aponta para o filtro já lhe dão o copo com água, se aponta para um brinquedo correm para pegá-lo. Dessa forma, a família não colabora com a aprendizagem da fala, pois é preciso deixá-la se manifestar, sentir desejo, descobrir que existe uma forma de se comunicar além de apontar ou chorar.
O choro aparece porque não aprendeu a conviver
com pequenas frustrações do dia-a-dia
Quando a criança percebe que através do choro consegue tudo o que quer vai fazendo com que este se torne constante nas mais variadas situações, até dar birras em supermercados ou shoppings para ganhar um presentinho que queira.
Os pais não devem ceder, mas mostrar através do diálogo que naquele momento ela não irá ganhar o que quer, até mesmo como forma de impor limites, dando uma explicação, com poucas palavras, dos motivos pelos quais isso não irá acontecer.
É importante que os pais mostrem que não conseguem entender o que ela quer dizer com o choro, mas isso quando tem a certeza de que ela consegue se expressar com palavras. Uma conversa olho no olho é uma ótima forma de mostrar que o choro não está intimidando os pais, fazendo com que cedam às suas vontades.
Aos poucos a criança vai percebendo que as palavras funcionam melhor, que consegue argumentar da mesma forma como seus pais fazem, vai se sentindo segura e tornando-se compreensiva de que nem sempre as coisas ficam como ela quer.

USO EXAGERADO DO COMPUTADOR POR ALUNOS - REPENSANDO.

Os efeitos da superdosagem tecnológica no aluno.
A sociedade atual passa por uma grande evolução tecnológica, sendo o computador uma das principais tecnologias utilizadas no âmbito escolar.
No intuito de realizar pesquisas, lições de casa, trabalhos escolares e até mesmo como diversão, esse recurso tem sido utilizado de forma exagerada e outras formas de pesquisas interessantes estão sendo deixadas de lado.
Tal postura, por incrível que apareça, já está sendo condenada por vários educadores, visto que incentiva um desempenho escolar desequilibrado. Num primeiro instante parece ser meio absurda esta idéia, mas de acordo com estudos realizados, o uso excessivo do computador realmente prejudica o desempenho escolar.
Partindo desse pressuposto, na função de pais e professores, o ideal é orientar crianças e adolescentes a fazer o uso dessa ferramenta tão importante com moderação e principalmente controle.
Segundo dados coletados através de pesquisas, os alunos que utilizam o computador constantemente como ferramenta principal de estudo, foram os que apresentaram menores médias, em especial no conteúdo de matemática.
Os que atingiram os melhores resultados foram os alunos que declararam utilizar raramente o computador e, até mesmo, os que nunca utilizaram.
Ressalta-se que o uso do computador não está sendo condenando, e sim a falta de moderação quanto ao seu uso.
Essa questão é motivo de grande preocupação para os especialistas em educação, devido os hábitos maléficos que os estudantes estão adquirindo, como copiar conteúdos da internet na íntegra para trabalhos escolares, a fácil utilização de recursos de correção ortográfica e de execução de cálculos nos computadores e, principalmente, a falta de controle dos pais e a má orientação pedagógica dos professores.
No objetivo de alertar pais e professores, aconselhamos que esses incentivem as crianças e os adolescentes a não utilizar somente o computador como fonte de pesquisa e estudo de uma forma geral. Oriente-os a enriquecerem seus conhecimentos fora do computador, visitando bibliotecas, museus, assistindo teatros, praticando esportes, entre outros.
A orientação é considerada primordial para que as crianças e os adolescentes tirem proveito do uso do computador. Portanto, repense no uso do computador fazendo um paralelo dos pontos positivos e negativos na educação da criança, colocando em prática o que venha a favorecer o indivíduo
 

O FILHO NÃO TEM QUE SEGUIR A CARREIRA DOS PAIS.

Será que oferecer uma única opção ao seu filho é correto?

A história é antiga: O pai é médico, logo, o filho faz Medicina e herda os pacientes e o consultório do pai. Assim acontece com várias outras profissões: escritórios de advocacia passados de pai para filho, empresas administradas por gerações de uma família e etc. Parece algo natural, uma situação previsível?

Bem, em muitos casos, isso realmente acontece. É comum um filho se afeiçoar à área de trabalho dos pais. Ele os vê todos os dias vivenciando aquela rotina, enfrentando os dilemas de seu labor e até mesmo participa de muitas das experiências do trabalho dos pais. Quem não adorava passar o dia com o pai (ou a mãe) no trabalho?

A partir de então, quando jovem, fica fácil escolher uma profissão. Os pais logo incentivam a “cria” a seguir seus passos e, quando acontece, orgulham-se de saber que serviram de exemplo para a escolha profissional dos filhos.

Mas, quando isso não acontece, a escolha da carreira do filho pode se tornar motivo de crise familiar. Isso por que o filho do engenheiro bem-sucedido escolheu fazer música. “Música? Mas isso não dá dinheiro!” Essa é a frase comum ouvida por jovens que escolhem profissões menos “badaladas” e concorridas. O vestibular é um momento familiar onde, de alguma forma, todos se envolvem e acabam se achando no direito de aconselhar o vestibulando. Mas até que ponto comentários como esse são bons para ele?

Entendimento

De uma coisa todos têm certeza: os pais se preocupam com o sucesso profissional dos filhos tanto quanto os filhos não querem desapontar os pais. Mas o que acontece é que, pela ausência do diálogo, as duas partes acabam discutindo por uma simplesmente não ouvir o que a outra tem a dizer. É uma questão de entendimento.

O que pais e mães precisam entender é que:
• Por mais que pensem que os filhos estão perdendo tempo, algo que eles não têm de sobra, devem ter consciência de que os jovens não funcionam sob pressão. Pressioná-los para logo escolher uma carreira pode acabar impulsionando-os para uma profissão que não queriam, e acabar por provocar uma possível desistência na faculdade. Portanto, deixe que ele faça seu próprio tempo e ache as respostas.

• Será que os filhos se interessam pelas mesmas coisas que os pais? Será que pai e filho têm o mesmo perfil profissional? Afinal, as melhores vagas são para os melhores profissionais e os melhores profissionais são aqueles que gostam do que fazem. Portanto, por mais que o curso não seja “badalado” como Direito e Medicina, o diferencial para garantir uma boa remuneração é a qualidade do profissional. E só se dedica e trabalha bem aquele que tem amor pela profissão.

• O Vestibular é dos filhos e não deles. Não adianta querer realizar o sonho de ser médico através do filho. Se isso não for o que ele quer só irá gerar frustrações. Seria ótimo se os filhos se tornassem os profissionais que um dia os pais quiseram ser, mas não tiveram oportunidade. Mas, se isso não for vontade do jovem, não adianta forçar a barra que pode ser prejudicial para ele.

• Não podem confundir admiração com vocação. Filhos que admiram os pais em suas profissões podem querer seguir caminhos totalmente opostos. A vocação não é uma coisa que vem necessariamente do berço.

Escolha

Portanto, por meio do diálogo, pais e filhos podem chegar a um acordo e ambos aceitarem a decisão uns dos outros. A melhor maneira de aceitar a decisão do filho é acompanhá-lo no processo de escolha. Ir até as universidades, conversar com professores e alunos universitários e até visitar empresas para falar com profissionais ajuda muito na escolha da carreira. Acompanhar o filho nessa descoberta ajudará a desmistificar profissões que os pais não conhecem e até ampliar seus horizontes.

Finalmente, é preciso entender que qualquer um é passível de erro, imagine então alguém com toda a imaturidade dos 17 anos. É papel dos pais ajudar os filhos a superar esses erros, apoiá-los e ensinar a eles a melhor das lições: a de que não se deve desistir de seus sonhos, por mais difíceis de alcançar que pareçam ser.

DISLEXIA OU MAUS LEITORES?

Maus leitores ou indivíduos disléxicos?
O desenvolvimento escolar de um aluno depende de vários fatores, sendo a leitura considerada um dos principais e que deve ser trabalhada constantemente no processo educacional.
Um dos primeiros desafios que o aluno enfrenta no processo de ensino e aprendizagem é o desenvolvimento da leitura. Ou seja, apresentar um bom desempenho na alfabetização é peça chave para a evolução de todo estudante.
Apesar dessa importância, os professores têm encontrado em suas turmas, muitas vezes já em níveis mais elevados, alunos com sérios problemas de leitura, bem como de interpretação do que se lê. Após tornar-se comum entre professores, problemas como esses questionamentos começaram a surgir.
Em virtude da ênfase que é dada a determinado distúrbio na sociedade como um todo, muitos profissionais pecam ao diagnosticar precocemente as pessoas.
Nesse caso em especial, muitas vezes professores por falta de conhecimento passaram a rotular maus leitores como disléxicos e vice-versa.
Partindo desse pressuposto, no intuito de auxiliar professores e até mesmo pais ou responsáveis pela formação de certo indivíduo, ressaltamos algumas questões importantes e que devem ser de conhecimento desses, com a finalidade de alertar e principalmente identificar até que ponto, por exemplo, o aluno apresenta-se como mau leitor ou indivíduo disléxico. Uma vez que essas são abordagens com significados totalmente diferentes:
É fundamental, na posição de profissionais de ensino, saber definir a dislexia como uma dificuldade na aprendizagem, mais precisamente na leitura, compreender que o indivíduo disléxico apresenta-se como um mau leitor potencialmente elevado, mesmo conseguindo realizar a leitura com lentidão e sofrimento. Porém, salienta-se que o indivíduo que exerce uma má leitura não deve ser imediatamente encarado como um mau leitor, é necessário observação para possivelmente diagnosticar a dislexia.
Segundo o estudioso Vicente Martins, eis então um ponto importante colocado e que se trata de uma reflexão enriquecedora para educadores: “Assim, poderíamos dizer que todo disléxico é realmente um mau leitor, mas nem todo mau leitor é disléxico.”
Reflexões como essa impede muitas vezes que alunos sejam rotulados por distúrbios ou dificuldades de aprendizagem incoerentes com o problema real, levando o professor a ajudar esse aluno de acordo com a verdadeira necessidade, aplicando práticas e condutas pedagógicas que irão cada vez mais somar e auxiliá-lo de acordo com as reais necessidades presentes.
SAIBA MAIS!
Vale lembrar ainda a importância de pais e educadores estarem preocupados e atentos para encontrar indícios de dislexia em seus filhos e alunos que num primeiro momento apresentam-se normais, possibilitando diagnosticar precocemente desde os primeiros anos de educação infantil ( 4 a 5 anos), uma vez que o diagnóstico tardio, no ensino fundamental (8 a 9 anos) geralmente tende a desenvolver na criança perturbações emocionais e lingüísticas

ALUNO NOTA DEZ NÃO SIGNIFICA NECESSÁRIAMENTE ALUNO PERFEITO.

Tirar notas boas é uma constante tentativa de quem estuda. Não existe aluno que não queira obter um boletim com notas dez em todas as disciplinas. Porém, não é algo fácil de conseguir.
Mesmo aqueles que são mais indisciplinados, que conversam o tempo todo em sala e que não prestam tanta atenção nas aulas têm esse desejo, mas outros fatores os impedem de crescer e obter o sucesso desejado.
O aluno nota dez deixa seus pais muito satisfeitos e orgulhosos, chegando até mesmo a exibirem os boletins dos filhos para amigos e parentes, a fim de mostrar o bom desempenho escolar dos mesmos.
Mas como será que esse aluno se sente?
Normalmente esses alunos são muito tímidos, quietos e calados, o que demonstra determinada insegurança diante da sua exposição para outras pessoas.
Essa timidez caracteriza-se pelo fato de ter medo do fracasso, possivelmente adquirida através de cobranças excessivas de seus pais, dentro de casa, não só no que diz respeito aos conteúdos escolares, mas também em outras atividades, como organizar seus objetos, comer sem derramar, não sujar as roupas, causando uma ansiedade muito incômoda para a criança, tendo que atingir perfeccionismo em tudo o que faz.
Supervalorização de títulos e vitórias
É comum essas crianças ou adolescentes não aceitarem perder em jogos de tabuleiro ou em brincadeiras, em jogos escolares, apresentando uma rigidez no pensamento quanto a aceitar que outras pessoas possam ter mais sucesso e vitórias que ela.
É importante que pais e professores estejam atentos a esses comportamentos, mostrando que, independente das notas e dos sucessos em tudo, a criança tem outros valores e qualidades que fazem com que as pessoas gostem dela e a admirem.
Amigos de sala e irmãos podem se sentir inferiorizados quando os pais e professores elogiam somente aqueles que têm boas notas, valorizando-os por serem os melhores alunos. Isso pode ocasionar intrigas na escola bem como dentro de casa, além do que, ser melhor aluno não quer dizer que é melhor enquanto pessoa.
E para não causar incômodo em irmãos ou outros alunos, é essencial que pais e professores tratem todos com a mesma atenção e importância, enfatizando as diferenças e valorizando os aspectos positivos de cada um.
Tanto o lado positivo de se tirar somente notas azuis ou as máximas, quanto o negativo devem ser bem avaliados, pois existem alunos nota dez, que são péssimos colegas, tem péssimo comportamento dentro e fora da escola, pois terminam as tarefas com antecedência e no entanto não sabem se portar , e existem alunos medianos, ou até mesmo com deficiência no aprendizado, que são excelente amigos, possuem comportamento exemplar e ainda são ótimos filhos que inclusive ajudam nas tarefas de casa.

Democracia é dar a todos o mesmo ponto de partida, quanto ao ponto de chegada isso depende de cada um..

MANIA DE LIMPEZA PREJUDICA OS FILHOS. ELES DEVEM SE SUJAR MESMO.

Quando as crianças passam a freqüentar escolas, normalmente algumas mães reclamam da sujeira e das manchas de tinta, massinha ou terra em suas roupas.
Se a escola não possui ou não exige o uso do uniforme é bom que as mães separem algumas roupas para dar maior liberdade aos pequenos.
Quando a escola exige o uniforme, é bom adquirir uma quantidade suficiente para que dê tempo de lavá-los e deixá-los em boas condições de uso.
Os pais devem ser compreensivos quanto a isso, pois é muito difícil para a professora impedir que os alunos se sujem, já que tem atividades que envolvem o uso das tintas, argila, massinha, além de brincar no parquinho de areia ou mesmo mexer numa horta.
Crianças precisam brincar muito, pois o processo ensino-aprendizagem acontece nas relações que elas estabelecem com seus amigos e professores, numa troca de diálogos e experiências que são saudáveis para sua vida.
A aprendizagem acontece na interação do sujeito através da brincadeira
Nesse momento tão gostoso, ter que se preocupar em cuidar da roupa e em não se sujar pode deixar a criança inibida, causando-lhe problemas de ordem emocional.
Pais que tem mania de limpeza e de organização excessiva podem passar essa mania para os filhos, fazendo com que os mesmos comportem-se da mesma forma diante de alguma coisa que, aparentemente, não esteja tão limpa ou arrumada.
Essas crianças sofrem muito, pois se sentem pressionadas a deixar de lado atividades que seriam prazerosas para sua vida, para ficarem sentadas, quietas ou observando outras crianças se divertindo.
É importante que pais e educadores fiquem atentos quanto a essas atitudes, pois podem estar indicando que algo não vai bem, causando-lhe neuroses e sérios problemas.
Uma criança pode tornar-se extremamente tímida, por sentir medo de se sujar, para não levar bronca dos pais, criando uma sensação de insegurança quanto às brincadeiras, passando a ter medo de se expor e de ser julgado pelos mesmos.
Outro problema pode ser por sentir que os pais não valorizam as coisas que ela consegue fazer, aquilo que ela produz. Aos poucos vai internalizando que só os agrada quando está quieta e limpa, passando a procurar manter sempre essas atitudes ou levando-o ao extremo, com maus comportamentos e atitudes de rebeldia, a fim de chamar a atenção dos mesmos.
Assim, é importante que as crianças tenham liberdade para brincar, pois as brincadeiras que sujam são muito saudáveis e levam ao desenvolvimento e ao equilíbrio emocional, além de criar anticorpos que o ajudarão a manter uma boa saúde.

AVALIANDO O ALUNO; CRITÉRIOS.

Quando se fala em avaliação a primeira impressão que nos dá é de uma sala de aula cheia de alunos fazendo prova. Porém, essa não é uma prática apenas escolar.
A avaliação é um processo que faz parte de nossa vida.
Quando recebemos um elogio ou uma crítica é porque fomos avaliados em alguma coisa. Podemos avaliar várias coisas em uma pessoa, como o comportamento, a maneira como se organiza, seu jeito de falar e de agir, onde criamos pré-conceitos sobre esta pessoa, causados pelas impressões que a mesma nos transmite.
Na escola, a avaliação sempre se fez presente e necessária, como forma de “medir” o aprendizado do aluno, de forma individual, através das provas.
Há poucos anos era comum a aplicação de somente uma prova para cada matéria, o aluno tinha somente essa forma de ser avaliado.
Assim, as outras competências do indivíduo não eram consideradas, o que prejudicava aqueles que não conseguiam uma nota favorável.
A prova deve ser complemento de outras avaliações
Se o aluno não estivesse bem no momento da prova, nervoso ou ansioso, apresentando algum problema de saúde ou emocional, ficaria prejudicado devido ao modelo de avaliação, que era autoritário.
Pesquisas revelam que "A avaliação está se tornando o centro da aula, em torno do qual tudo gira. Só que em vez de centralizar a ação nos processos de produção de conhecimento, de ensino-aprendizagem que envolvem as pesquisas e as relações professor-aluno, tudo é voltado para a avaliação."
Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394, de 1996, essa visão mudou.
Passou-se a avaliar o aluno em outros aspectos, considerando todo o seu potencial diante do processo ensino aprendizagem, o seu envolvimento diante da educação, através da participação em sala, envolvimento nas atividades propostas em sala de aula, tarefas e trabalhos de casa, responsabilidades com a entrega dos mesmos, somando-se todos esses para fazer o fechamento da média do aluno.
A avaliação deve ser feita como um processo contínuo, ao longo do período escolar, estando integrada aos objetivos do fazer do professor, que devem ser bem definidos.

O QUE FAZER DIANTE DAS AGRESSÕES DENTRO DA SALA DE AULA?

É comum profissionais da educação terem contato com crianças e adolescentes agressivos, tanto na escola como um todo quanto na sala de aula.
Esse tema tem tido grande repercussão, pois estatísticas mostram que esse tipo de conduta tem aumentado dentro das instituições educativas.
Professores que lidam com crianças conseguem contornar esses problemas de forma mais fácil, pois os pequenos se intimidam diante das regras e combinados estabelecidos pelo grupo.
Além disso, quando acontecem brigas entre as crianças, o professor tem condições físicas de separá-los e tomar atitudes para que o respeito prevaleça no ambiente escolar.

Brigas entre crianças é mais fácil de controlar
Já no caso de adolescentes o problema se torna mais intenso, pois além de não aceitarem bem as regras, desafiam os professores a todo instante. Alguns chegam a agredi-los com palavrões, xingamentos ou partindo para as agressões físicas.
É claro que os professores não vão revidar, pois isso poderia causar maiores problemas, podendo levar o caso a ter registro em delegacia.
Quando isso acontece a direção da escola tenta amenizar o problema pedindo o afastamento do professor, remanejando-o para outra instituição, a fim de não comprometer a instituição, bem como preservar a integridade física do professor envolvido, já que muitos alunos participam de grupos de gangues e armam ciladas para pegar o professor fora da escola.
O importante é que a escola, no início do ano letivo, faça uma leitura do seu regimento interno com os alunos, a fim de mostrar quais as conseqüências de atitudes agressivas, discutindo de forma democrática sobre os direitos e deveres dos alunos, bem como da instituição.

Cabe ao professor fixar bem destacado desde o primeiro dia de aula em lugar visível como sugestão algo do tipo.

RESPEITO É ISSO QUE EU ESPERO DE VOCÊ .
Qualquer um que leia, aluno, professor, diretor, colegas e outros vão entender o recado.

REUNIÕES ESCOLARES COM OS PAIS , UMA NECESSIDADE.


Reunião de pais: um momento de desabafo.
Segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases-Lei 9.39496) “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana...”.
As escolas brasileiras possuem características similares quando o assunto é reunião de pais, isso por que todas realizam esse procedimento. As reuniões acontecem em geral em determinados períodos do ano, especialmente no fechamento dos bimestres, momento que marca a entrega de notas.

O sistema brasileiro de ensino propõe que um aluno para avançar nas séries de ensino subseqüentes deve obter notas mínimas em todas as disciplinas, desse modo, os principais objetivos das periódicas reuniões é justamente para discutir esse assunto.

Em praticamente todas as reuniões promovidas pelas escolas as realidades são idênticas, até mesmo a estrutura delas são parecidas, os pais dos alunos que obtiveram notas elevadas e que apresentam bom comportamento são parabenizados e os pais daqueles que não atingiram as médias estabelecidas pela escola e que não apresentam comportamento apreciado, são alertados quanto à falta de interesse e disciplina do filho.

A concepção de grande parte dos educadores em momento de reunião de país é de “vingar” do aluno, pois existe a possibilidade de colocar os pais contra os filhos a partir do “arsenal” de informações negativas obtidas no decorrer do bimestre e que nesse momento é emitido para os responsáveis. Esses educadores esperam não uma melhoria e sim uma punição por parte dos pais.

Esse agrupamento escolar não deve ter tal configuração, pois ao invés de promover uma evolução positiva pode dificultar o desenvolvimento do aluno.

A escola deve abrir espaços para solucionar ou pelo menos buscar alternativas para uma melhoria na realidade escolar do aluno, desse modo deve-se estabelecer parcerias entre a escola e os pais, para que haja uma condução positiva dos possíveis problemas, além disso, os professores devem compreender a realidade em que vive determinado educando, para que não venha fazer julgamentos precipitados a respeito do mesmo.

Isso faz parte da realidade de muitas crianças, adolescentes e jovens, quando alguns alunos não apresentam bons resultados escolares são reprimidos ou excluídos como um ser para o qual não há solução, sendo que muitas vezes esse indivíduo é fruto de lar desestruturado, pais separados, quando existe alcoolismo na família, violência, dentre muitas outras mazelas de ordem familiar.

Nesse sentido é que a reunião deve se focalizar, na troca de informações para que a partir desse ponto possa elaborar de forma conjunta uma solução, e que não se resuma somente em períodos de fechamento de notas, mas no decorrer de todo o ano.

Essa perspectiva não é algo que ocorre na totalidade das escolas, ou seja, não é uma regra, porém é a pratica mais difundida no meio escolar, nesse caso o melhor é planejar objetivos e questionamentos direcionados à família e que essa também agregue contribuições, uma vez que a escola não consegue educar sozinha.

A educação deve ser instituída com a participação efetiva de pais e escola. As reuniões devem fazer parte da realidade escolar como algo harmonioso e um centro de soluções para vida escolar dos alunos.

E QUANDO A AGENDA DAS CRIANÇAS ESTÁ LOTADA DE TAREFAS?

Hoje é comum as crianças terem muitas atividades em seu dia-a-dia.

Atualmente é comum as crianças terem muitas atividades em seu dia-a-dia, algumas ficam tempo integral na escola, têm natação, depois vão para a academia, para o inglês. Sobrecarregados de ocupações como os pais, as crianças precisam se esforçar muito para conseguir desempenhar todas as atividades, o que pode deixá-las no mínimo cansadas.

Sobre essa questão, especialistas afirmam que é preciso ter cautela com a organização do tempo da criança. Pois quando são apresentadas à criança inúmeras atividades, essa fica muito ansiosa porque perde o hábito de relaxar.

Especialistas acreditam que os pais colocam muitas atividades para o filho no anseio de prepará-los para a vida. Porém, questionam sobre o que é prioritário para cada faixa etária e o que é preparar para a vida. Apontam para o fato de que é comum os pais e a escola dizerem que a criança tem déficit de atenção e hiperatividade e interrogam até que ponto não se vive em uma sociedade hiperativa, na qual ninguém pode parar.

Quanto ao pai querer preparar a criança para o mercado de trabalho, especialistas consideram que tem a idade da criança aprender e ela vai necessitar priorizar algo, porém não precisa ser desde o nascimento.

A VISÃO DAS CRIANÇAS E OS PROBLEMAS MAIS COMUNS

A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia são os problemas de vista mais comuns em crianças e bebês. Segundo a Academia Americana de Oftalmologia, os problemas de vista como a miopia, a hipermetropia, o estrabismo, ou outros, afetam mais de 20 por cento das crianças em idade escolar.
Isso significa que um de cada quatro escolares sofre algum problema visual, pelo que é muito importante que as crianças sejam examinadas para identificar possíveis problemas visuais que possam prejudicar seu desempenho acadêmico. Tudo isso pode ser consequência do grande esforço intelectual, que se vêem submetidos os pequenos desde as idades menores. A televisão, o computador, etc., são aparelhos que exigem muito do sistema visual da criança, chegando a impedir, em alguns casos, seu adequado desenvolvimento.

Sintomas dos problemas de vista nas crianças

Os problemas de vista das crianças
- Se o seu filho apresenta dor de cabeça ao sair da escola, tem olhos irritados ao fazer suas tarefas escolares ou franzir a testa no momento de ler, provavelmente se deva a uma dificuldade na visão.
- As crianças podem ter problemas refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo, como também problemas como estrabismo: olhos desviados (ou cruzados); ambliopia: olho preguiçoso ou a ptose: queda da pálpebra superior, que podem alterar a vida escolar dos pequenos estudantes.  
- O cuidado dos olhos nas crianças também inclui protegê-los dos efeitos dos raios UV emitidos pelo sol.

Crianças e bebês miopes

As crianças que sofrem miopia, se caracterizam por não verem corretamente os objetos ou pessoas que se encontram longe. As crianças podem apertar os olhos para enfocar melhor. Aquelas que não usam óculos, normalmente, são mais tímidas e distraídas, e preferem atividades como a leitura, pintura ou trabalhos manuais.
Os sintomas podem ser confundidos com transtornos da escrita, como é o caso da dislexia, já que muitas crianças, por não conseguirem ver bem, podem trocar, ao copiar de uma lousa, letras como o p com o q, ou a letra d com a b. Nesses casos o melhor é consultar um oftalmologista, o antes possível.

Hipermetropia em crianças e bebês

A hipermetropia é justamente o contrário da miopia. Os afetados pela hipermetropia tem uma percepção borrada de objetos próximos. É normal das crianças, ao forçar a vista, apresentarem dor de olhos ou cabeça, lacrimejar, e piscarem frequentemente. Geralmente, preferem brincar ao ar livre.

O astigmatismo nas crianças

Uma pessoa com astigmatismo percebe uma visão deformada das coisas, tanto de longe como de perto. Pode estar associado à miopia ou à hipermetropia, apresentando sintomas de ambas patologias.

Ambliopia ou olho vago nas crianças

Ambliopia ou olho vago, consiste na perda parcial da visão em um ou nos dois olhos de uma criança que não pode ser corrigida com lentes. Pode corrigir-se quando se detecta e se trata antes dos 7 anos. Se não se trata antes dessa idade pode implicar numa grande perda de visão do olho afetado, dado que este não se desenvolve adequadamente e, pouco a pouco, vai deixando de trabalhar, de estimular-se, com o que acaba perdendo a capacidade de visão. Essa patologia ocular se apresenta na idade infantil, portanto sua detecção precoce é fundamental para um tratamento adequado.

Estrabismo em crianças e bebês

O estrabismo é uma perda de paralelismo dos olhos, onde cada um deles aponta em direção diferente. Esse defeito ocular supõe um problema grave do sistema visual que deve ser avaliado imediatamente por um especialista.

Todo mundo tem alguém na família ou pelo menos conhece alguém que usa óculos. Geralmente pensamos logo nos nossos avós, pois a maioria dos idosos tem dificuldade para enxergar. Mas ao contrário do que se pensa, os problemas de visão ocorrem na infância e adolescência. Pesquisas revelam que 1 em cada 5 crianças em idade escolar sofre de problemas de visão. Uma criança não tem como comparar se está enxergando bem ou não e dificilmente vai se queixar , o que pode trazer sérios problemas para o aprendizado e a saúde.

Os sintomas podem ser:
- Dificuldade de leitura: Quando você lê um livro, preste atenção se precisa aproximá-lo dos olhos ou se é necessário afastá-lo. Observe se as letras ficam meio embaçadas, como se tivesse uma nuvem de fumaça sobre seus olhos.

- Piscamento: Observe se você pisca muitas vezes ao focalizar algum objeto ou durante a leitura.

- Sensibilidade exagerada à luz: Em ambientes claros a pessoa não consegue abrir os olhos totalmente, que em seguida começam a lacrimejar.

- Terçol Freqüente: É uma inflamação geralmente localizada nas pálpebras, como se fosse uma espinha grande, deixando a região avermelhada e inchada.

- Dores de Cabeça: Geralmente durante ou após a leitura ou ao assistir televisão.

- Tonteiras: Também são freqüentes durante a leitura.

Se você tem algum desses sintomas deve consultar um oftalmologista que irá fazer alguns exames para confirmar se você tem ou não problemas de visão.


domingo, 26 de maio de 2013

PEQUENOS REIS - CRIANÇAS MIMADAS E SEM LIMITES

Pequenos reis e tiranos

Crianças que fazem o que bem entendem com o consentimento dois pais se tornam adultos inseguros e sem iniciativa.

Tenho observado uma quantidade enorme de pessoas indecisas, que não respeitam a si próprias e aos outros.
Pessoas imaturas, sem capacidade de observação e que não conseguem ser adultas.
A palavra chave é: quero tudo e não abro mão de nada que me dê prazer.
Como crianças e sem discernimento, não sabem o que podem ou não podem nem o que é delas ou não.
Vemos adultos mimados, com pouco ou nenhum discernimento sobre o que é “meu” e o que é “seu”, com baixíssima resistência à frustração, sem maturidade para descobrir qual é o seu real espaço.
Escolher, decidir e arcar com essas responsabilidades faz-nos pessoas e profissionais melhores.
O fato é que tudo começa na infância e desemboca em maus filhos, maus profissionais, maus pais e maus cidadãos.
Os pais quase sempre superprotegem por acomodação ou negligência.
Em vez de impor limites é muito mais fácil atender aos desejos da criança.
Outras questões podem estar relacionadas à rivalidade entre o casal, levando-os a disputar o amor do filho, mimando-o.
Também faz parte disso a velha frase: quero que meu filho tenha tudo o que eu não tive.
O mimo é a não colocação de limites claros e passar a atender a todos os desejos do filho.
Antecipar-se para que ele não se frustre, protegê-lo dos sofrimentos naturais e inerentes à vida. “São atitudes familiares que podem induzir a criança a ter um comportamento de risco não só na adolescência, mas ainda quando for uma criança maior”.
O resultado disso são adultos inseguros, que desenvolvem um comportamento delinqüente, que se na liderança de grupos maltratam, prejudicam e até desprezam as pessoas que não concordam com seu jeito de pensar e agir.
Natural.
Foram tratados como realeza a vida toda!
A reeducação sempre é possível, contanto que os pais realmente a desejem e estejam dispostos a arcar com as consequencias inevitáveis em função da mudança de atitudes, bem como com a resistência do filho em perder o trono (falso e prejudicial) no qual sempre viveu.
Geralmente, a escola chama os pais para orientá-los a procurar ajuda profissional, pois é no ambiente social do filho onde aparecem os desvios de conduta com mais frequencia. Outras vezes, os próprios pais percebem que tudo já está fora de controle e nem eles mesmos conseguem suportar mais tal situação.
E é neste momento de coragem que podem procurar um profissional da área de psicologia para ajudar não apenas a criança (eles também), a se desenvolverem e aproveitarem todas as suas potencialidades.

A educação moderna passa por uma crise de valores. Para muitos filhos, não está claro de quem é a autoridade na relação e o que vemos é o surgimento de uma legião de pequenos tiranos, crianças que não aceitam ordens e estabelecem seus próprios princípios. “Saímos de uma educação tradicional para tentar chegar a uma educação democrática, mas muitas famílias não conseguiram alcançar esse objetivo. Deixamos para trás um modelo patriarcal para termos hoje o filharcal, no qual a criança é quem manda”, ressalta a professora Ester Petroni, do Departamento de Psicologia da Universidade Sagrado Coração (USC).

Muito disso se deve à falta de firmeza na hora de educar. Sem tempo para se dedicar à casa e aos filhos, muitos pais acabam fazendo as vontades dos pequenos sem questionar para satisfazê-lo momentaneamente e ter um pouco de paz enquanto estão em sua companhia. Esperando ser um bom pai, uma boa mãe, muitas pessoas estão cedendo às vontades dos filhos sem colocar limites, regras, questões morais. Os pais renegam o autoritarismo do passado, mas não encontraram ainda o modelo de autoridade necessária. “Todo ser humano precisa da autoridade da família. Isso dá segurança. É através disso que os pais realmente demonstram o quanto o filho é importante para ele”, frisa Ester.

A psicóloga Flávia da Silva Ferreira Asbahr, docente do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, lembra que muitos pais têm dificuldade de falar não para os filhos, o que é um grande equívoco. “As crianças precisam de firmeza e segurança em sua educação. Quando percebem que há uma brecha, elas jogam com isso e invertem os valores.”

Para exemplificar, ela cita a questão da chantagem emocional como um grande deslize de pais e mães. Isso ocorre, por exemplo, quando o pequeno não quer se alimentar direito e, para fazer o filho comer, os pais acabam prometendo presentes ou pequenas recompensas a eles. Nesse momento, a questão da autoridade desmorona, pois a criança percebe que a vontade dela é soberana e começa a jogar com os pais. “Essa crise de autoridade se espalha pela sociedade. Hoje, os professores reclamam muito dos ‘pequenos reizinhos’ que chegam à escola sem aceitar não como resposta”, frisa.




É importante lembrar que a formação do caráter e da ética dos seres humanos acontece justamente na socialização primária, ainda no seio da família. “A família educa, a escola ensina”, resume Flávia. Assim, é necessário que os pais tenham tempo e disposição para passar valores e ensinamentos aos filhos desde muito cedo. E isso se dá também pela negação e pela autoridade. “Os pais precisam deixar claro o que esperam dos filhos, mostrando que existem consequências para todos os atos. Isso tem que ser colocado de forma dialogada, mas com firmeza”, explica Ester.

As crianças de hoje crescem em um ambiente mais aberto a diálogos e no qual suas opiniões são valorizadas, diferentemente do que ocorria há décadas passadas, quando existiam determinações mais rígidas de espaço entre adultos e crianças. Essa porta aberta tem permitido até que os pequenos influenciem diretamente em assuntos que seriam de total responsabilidade dos adultos, como aquisição de bens e decisão de ter outro filho. “Existem pesquisas que mostram que 40% das compras feitas pelas famílias são demandas das crianças. Elas determinam até a cor do carro ou para onde a família deve viajar”, ressalta Flávia.

Toda essa força precisa ser bem medida e discutida, já que esse ser ainda está em formação intelectual e de valores. Teria ele tanta propriedade e entendimento para fazer esses tipos de escolha?

“Trocamos o ser pelo ter, tudo pode hoje em dia!”, salienta a professora Ester. Isso está fazendo com que as crianças fiquem sem um direcionamento claro de sua vida. Ao chegar na escola, onde começa a viver os primeiros conflitos sociais, ela se perde e não sabe lidar com as adversidades, não respeitando ordens e regras.

Como será o amanhã?

A psicóloga clínica Sandra Zanetti, mestre e doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo, ressaltou em seu artigo “A ausência do princípio de autoridade na família contemporânea brasileira” que a família passa por um momento de perda de referenciais. “O modelo recebido nas gerações anteriores parecem obsoletos e novas estratégias ainda não parecem eficazes”, destaca. Buscando não repetir padrões antigos, os pais tentam imprimir uma nova ordem em casa, mas ainda não sabem muito bem qual seria ela.

A redução da autoridade gera indivíduos que assimilam ser “sujeitos de direitos, dentro e fora da unidade doméstica, ficando em segundo plano a condição de sujeitos de deveres”, cita a autora.

Sem ter um referencial em casa, os filhos acabam buscando modelos de autoridade em qualquer parte. Até mesmo na televisão, a grande companheira durante boas horas do dia. “As propagandas nos canais infantis mostram que a felicidade está no ter, e não no ser. Se você não tem aquela bota, aquele brinquedo, você não vai ser feliz. Esse é o modelo que as crianças acabam absorvendo quando não têm uma estrutura forte em sua família”, ressalta a psicóloga - e mãe - Flávia da Silva Ferreira Asbahr.

(cREDITOS psicóloga Patrícia Spada)


Crianças Criadas pelos Avós

Crianças Criadas pelos Avós
“Ter netos é ter filhos com açúcar”, já diriam as vovós que vemos por aí. Com os filhos, muitas vezes, não é possível ter toda a descontração que gostaríamos, pois estamos focados no desenvolvimento daquela criança e somos responsáveis pela educação dela. Isso nos priva de algumas coisas que os filhos pedem e que nem sempre podemos ceder. É nestes casos que entram os avós, fazendo aquilo que os netos desejam e mimando eles sem culpa alguma.
Para o crescimento e a educação saudável da criança, é importante que os avós respeitem alguns limites básicos impostos pelos pais. Mas isso não impede de que eles sejam muito mais flexíveis com as crianças do que seus educadores formais (os pais).
Quando os avós moram na mesma casa que seus netos, perdem muito dos privilégios que sua posição lhes dá. Os avós, que se tornam cuidadores, passam a ter que participar da educação das crianças e isso impede de mimá-las e fazer o que elas desejam na maior parte do tempo.
Para as crianças isso também causa prejuízo, pois todos nós gostamos de lembrar como era gostoso chegar na casa da vovó e comer as guloseimas que ela preparava. Além disso, elas perdem a referência do papel de um avô ou uma avó, pois veem eles como alguém do núcleo familiar e não como alguém que agrega na família e que tem um perfil de se relacionar diferente dos pais. Conviver no dia-a-dia faz com que os avós tenham que entrar na rotina de educação de seus netos, privando-os de exercer seus papéis como vovós de forma descontraída e desapegada de normas e regras.

8 BONS motivos pelos quais o Facebook não é boa ideia para crianças

O Brasil tem a maior taxa de crescimento no Facebook, com uma média de 10% a mais de novos usuários ao mês. Isso seria algo em torno de 20 milhões de pessoas que entram na rede social mais popular do planeta a cada 30 dias. Além do sucesso no Brasil, o Facebook já é um fenômeno mundial e, como quase qualquer tipo de moda, tem os seus problemas...
Por exemplo, o que dizer em caso de uma criança querer abrir sua própria conta no Facebook? Qual é a idade mínima recomendada? Adolescentes e crianças devem ser tratados igualmente? Enfim, são muitas perguntas e o OnSoftware selecionou oito razões para mostrar a você que o Facebook não é adequado para crianças. Confira:

1. Termos de Uso

Pouca gente sabe, mas os Termos de Uso do Facebook recomendam uma idade mínima para se usar a rede social: 13 anos. Parece muito, pouco, adequado? Não existe um consenso na internet sobre tal questão. Entretanto, é sempre bom levar em consideração o tipo de conteúdo que pode ser acessado por uma criança.
É impossível tentar criar uma conta no Facebook e usar uma idade que seja inferior aos 13 anos: uma mensagem é exibida dizendo que a ação não pode ser processada. Se uma criança mentir a idade e cometer algum tipo de delito digital, as consequências podem ser gravíssimas, inclusive para os pais.

2. Encontros indesejáveis

Pode parecer um chavão, mas é fato: o Facebook confirma a Teoria dos Seis Graus de Separação. Em resumo, tal teoria declara que, ao redor do mundo, são necessários um máximo de seis laços de amizade para que duas pessoas estejam ligadas.

No Facebook, é possível ver a ação de amigos, de amigos de amigos, de amigos de amigos de amigos e, finalmente, de desconhecidos. Agora, lembra do velho conselho que a sua mãe repetia sem parar? "Nunca fale com estranhos!".
- Por que deixar que seus filhos falem com estranhos na internet?
- Será que as crianças sabem dizer "não" em redes sociais?
- Você gostaria que estranhos soubessem tudo o que os seus filhos fazem no Facebook e fora dele?
Reflita sobre isso.

3. Conteúdo Inapropriado

Diferentemente de buscadores e outras páginas de conteúdo, o Facebook não dispõe de ferramentas de controle parental. Portanto, é um território propício para que as crianças encontrem praticamente o que quiserem, seja porque realmente estão buscando ou por acaso.

Além das atividades de pessoas estranhas, pode-se encontrar facilmente páginas de fãs ou grupos semitas, violentos, sexuais, torcidas organizadas e etc. Os resultados podem ser perigosos para a formação da criança.

4. Gramática e ortografia: para quê?

Triste mas verdadeiro: a geração do SMS, das redes sociais e demais tribos cibernéticas têm uma linguagem praticamente própria. Só que tal linguagem é inimiga mortal da boa escrita e leitura. E, acredite, dá desespero ver como a molecada escreve hoje em dia... Sem dizer, claro, que os mestres da literatura cometeriam suicídio em massa se vivessem em nosso tempo.

Tanto a gramática como a ortografia são absolutamente massacradas no Facebook. Tais faltas irão parar nas provas do colégio, no vestibular, na universidade, no trabalho... Enfim: incentive a leitura em detrimento ao Facebook e suas crianças serão muito mais felizes - e criativas!

5. Os RHs do mundo inteiro estão no Facebook

Tá na moda escancarar a privacidade. Tanto faz se tem gente que você nunca viu na vida sabendo de assuntos estritamente pessoais: o negócio é ser popular, alegre e jamais ter problemas no Facebook. Ou, você conhece alguém que não seja 100% feliz em redes sociais?

Pois é... O problema é que isso anda tão exagerado que já existem pessoas e empresas de Recursos Humanos especializadas em vasculhar perfis de candidatos em redes sociais. E, acredite: se uma delas encontra um perfil que foi criado para uma criança, o resultado não será nada agradável...
Tais empresas já olham o histórico do Facebook de alguns candidatos em até 5 anos retroativos. E não só por conta das fotos em baladas e raves enlouquecidas ou bebedeiras monstro. Existem também as atualizações de status, as piadinhas sexistas, as fotos picantes... E não é exagero! Agora, imagine a pergunta de um entrevistador a um candidato numa entrevista de emprego: "Então, meu bom rapaz, quer dizer que você só abandonou as fraldas aos cinco anos de idade?". Que deselegante!

6. Tratamento de dados

Embora seja possível excluir completamente uma conta do Facebook e torná-la invisível, é praticamente impossível saber se estes dados estão seguros nos servidores da rede social. Recentemente, inclusive, uma notícia dava conta de que as fotos apagadas no Facebook podem ser acessadas por até três anos...
Melhor deixar isso para um adulto: uma criança não entende tais riscos e consequências - para elas, tudo isso é uma confusão enorme.

7. A vida de verdade é muito melhor

Uma criança tem coisas muito mais divertidas que fazer do que ficar no Facebook. Mesmo que seja nas grandes cidades, fechadas em seus condomínios semiabertos, brincar sempre foi muito mais divertido do que qualquer computador.
Procure centros cívicos, clubes de leitura, escoteiros mirins ou associações de bairro: lá, as crianças são muito mais felizes que no Facebook. Além disso, ficar muito tempo diante do monitor não faz bem para a vista.

8. Será que, quando adulto, seu filho vai querer ter um perfil no Facebook?

Pense na frente, no futuro e responda: qual é o principal motivo para você criar uma conta no Facebook para um bebê? Tem muita gente que já fez isso... Também tem muita gente que é "anti-facebook" - eu mesmo sou e minha filha também já começa a ser...
 
Ensine seu filhos a usar melhor computador, há vida fora do facebook, além de menos riscos, o conteúdo é bem mais variado e divertido.

NÃO DIGA SIM PARA SEU FILHO QUANTO AO FACEBOOK, SÓ PARA O VER FELIZ E VOCÊ TER MAIS TEMPO LIVRE  PARA SUAS TAREFAS ENQUANTO ELE NAVEGA.
O MUNDO DENTRO DO FACEBOOK TEM CONTEÚDOS QUE ATÉ OS ADULTOS CONSIDERAM EXTREMAMENTE PERIGOSOS OU DESNECESSÁRIOS.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O TDAH (TRANSTORNO DO DEFICT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE).

Dúvidas sobre diagnósticos, tratamentos e exageros na hora de avaliar a existência do problema foram alguns dos tópicos abordados. Entre os convidados, o neurologista infantil Erasmo Casella, coordenador do Ambulatório de Transtornos da Aprendizagem do Hospital das Clínicas da USP, a psicopedagoga Sulamy Castelo Branco.

SERÁ QUE VOCÊ SABE O QUE SEU FILHO VÊ NA TV?

PSICÓLOGOS RESPONDEM SE OS PROGRAMAS SÃO ADEQUADOS PARA CADA FAIXA ETÁRIA

ESPECIAL 40 BRINCADEIRAS REGIONAIS

CLIQUE E ESCOLHA A SUA REGIÃO E DESCUBRA AS BRINCADEIRAS MAIS QUERIDAS.
REGIÃO NORTE
REGIÃO NORDESTE
REGIÃO SUL
REGIÃO SUDESTE
REGIÃO CENTRO-OESTE